02 fevereiro 2011



Não tem nada não.
Eu quero tudo o que a vida me trouxer,
tenho uma porção de medo para dez de coragem.
Vou tirar os sapatos e sentir firme o chão sob os meus pés.
Vou desfazer as malas e refazer meus planos, vou lavar a minha alma e secar minhas lágrimas.

Vou devolver meus livros a estante,
colocar meus vestidos pra dançar.
Vou encher a minha xícara de chá e recomeçar.
Reconquisto se perdi,
renovo se envelheceu,
me reinvento todo o tempo,
renasço se for preciso.
Não tem nada não.
É como começar a semana numa terça-feira,
ou iniciar o ano no final de fevereiro.
Eu recomeço quantas vezes for preciso para ser feliz.

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